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07/08/2019

Categoria discutiu o Future-se e vai parar no dia 13 de agosto



Filiados e filiadas do Sinasefe Sergipe se reuniram, na manhã de hoje, dia 6, em assembleia geral com uma pauta intensa, que foi aberta com a discussão sobre o Future-se, projeto do governo Bolsonaro que entrega a educação pública à iniciativa privada.

A doutora em Educação e professora do Instituto Federal de Sergipe (IFS), Elza Ferreira, fez uma avaliação do projeto. “O Future-se é a destruição da educação pública e de tudo que é produzido nela. A maior parte dos investimentos em pesquisa e inovação nos Estados Unidos e Europa é de iniciativa pública [60% e 70%, respectivamente], o governo Bolsonaro vai entregar nossa produção para a iniciativa privada. Isso significa que o que for produzido vai ter dono, não vai ficar à disposição do uso para a população”, comentou Elza.

“Esse projeto vai criar concorrência entre professores, precarizar relações de trabalho, tirar oportunidades de pessoas que não podem bancar ensino particular. Vai ser a derrocada da educação e da produção de conhecimento”, acrescentou.

“Não tem como dizer que um projeto como esse é de avanço. Este é o Afunde-se! Ele vai afogar a população ainda mais na miséria e na exclusão. É mais um ataque a nossa dignidade”, comentou Jailson Cardozo, servidor do IFS Campus Aracaju.

Juntando o Future-se aos muitos outros ataques à educação, os filiados e filiadas decidiram à paralisação nacional em defesa da educação, que vai acontecer em todo o país no dia 13 de agosto. “Mais uma vez, o Brasil vai parar para dizer que não aceita a destruição da educação pública, gratuita e de qualidade. Amanhã, dia 7, vai acontecer uma reunião conjunta entre movimentos sindicais, sociais e estudantis para definir as atividades do próximo dia 13”, informou Guthiêrre Araújo, coordenador geral do Sinasefe Sergipe.

Jurídico

Devido à grande quantidade de reclamações, a direção do Sinasefe Sergipe identificou a necessidade de trocar o escritório que presta assessoria jurídica. A categoria decidiu encerrar o contrato com o atual escritório e escolheu o escritório Advocacia Operária.

Planos de saúde

A comissão de negociação dos planos de saúde apresentou o resultado da avaliação do contrato e proposta de reajuste apresentada pela Unimed que, como em 2018, ficou na casa dos 30%. Foi identificada uma série de incoerências de números e dados que não justificavam o pedido de reajuste de 30% e sim um valor significativamente menor.

“Quando apresentamos nossa avaliação, o representante da Unimed ficou assustado. Isso mesmo, assustado com o resultado da avaliação dos dados enviados pela própria Unimed”, disse Anderson Dantas, professor do IFS Campus Aracaju e membro da comissão.

Segundo a comissão, a Unimed apresentou um novo valor, bem abaixo do 30%, e com novos dados e números, que serão avaliados mais uma vez. “E, nesta avaliação, vamos contar com o apoio de nossa assessoria contábil para afinar ainda mais nosso estudo”, disse Ana Paula Leite, coordenadora de Formação Sindical e Política do Sinasefe Sergipe e membro da comissão de negociação.

Sobre o Plamed, a comissão informou que o plano demorou muito a apresentar o contrato para avaliação, que ainda não foi concluída e, por isso, não foi apresentado diagnóstico à assembleia.

Foi proposto que a comissão de negociação avaliasse o plano de saúde GEAP. A coordenadora jurídica do Sinasefe Sergipe, Tânia Regina Barbosa, explicou que, neste caso, tem que ser avaliação individual. “Pela natureza jurídica do plano, não há como ter uma ação coletiva. Então, cada servidor pode procurar individualmente a nossa assessoria jurídica para avaliar sua situação”, informou.

A categoria também aprovou que o acompanhamento dos dados da sinistralidade e despesas com a Unimed será mensal como procedimento interno por parte do Sinasefe Sergipe e reunião trimestral com representante da Unimed para avaliação desses dados, contando com o suporte da assessoria contábil.

Previdência

O designer gráfico e servidor do IFS Campus Aracaju, Rafael Oliva, apresentou uma proposta de campanha de comunicação para mostrar à população os deputados sergipanos que votaram pelo fim da aposentadoria. “Eles foram eleitos para nos representar e estão votando contra nós. Eles estão aprovando a reforma da previdência que vai acabar com nosso direito de se aposentar dignamente. Então, o povo sergipano precisa saber claramente que votou contra ele”, disse Rafael.

A assembleia aprovou a campanha, que vai conter outdoor e peças para redes sociais.

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