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17/06/2019

#14J: trabalhadores e estudantes vão às ruas mais uma vez




Mais de dez mil pessoas, entre trabalhadores e estudantes, ocuparam as ruas de Aracaju para dizer não à reforma da previdência e aos cortes na educação. Foi o grande ato do dia da greve geral, que começou ainda na madrugada, com os piquetes nas empresas de ônibus.


Na tarde do dia 14 de junho, centrais sindicais, entidades estudantis, cidadãos e cidadãs tomaram a Praça General Valadão na concentração. Palavras de ordem e falas firmes deram o tom da importância do protesto. “Não podemos permitir que direitos conquistados sejam destruídos. A educação tem que ser pública, gratuita e de qualidade. A dignidade humana tem que ser mantida em todas as fases da vida, especialmente na aposentadoria. Depois de anos na labuta, o trabalhador tem que estar amparado e protegido”, disse Adriana Araújo, coordenadora de Administração e Finanças do Sinasefe Sergipe.


Trabalhadores e estudantes pararam em todo o país. “Isso mostra o tamanho dos absurdos que este governo tem feito e pretendido fazer. Salário, educação, aposentadoria, tudo isso faz parte dos direitos conquistados com suor e sangue por trabalhadores que lutaram antes de nós. Precisamos defender estes direitos, por nós e pelos próximos”, disse Caroline Rejane Sousa, secretária de Comunicação da Central Única dos Trabalhadores em Sergipe (CUT-SE) e secretária adjunta de Formação do Sindicato dos Jornalistas de Sergipe (Sindijor-SE).


O ato seguiu em caminhada pelas ruas do Centro da cidade até o Calçadão da 13 de Julho, zona sul de Aracaju. Uma das pistas da avenida Beira Mar ficou bloqueada pelo grande número de pessoas presentes. Lá, aconteceu um show de Alex Sant’Anna e banda. “A arte e a cultura são ferramentas de inclusão social, de educação, de lazer e de protesto também”, comentou Guthierre Araújo, coordenador geral do Sinasefe Sergipe.


“Já conseguiram precarizar as relações de trabalho, deixando as pessoas em situações ainda mais delicadas e agora querem acabar com a educação e a aposentadoria. Isso só mostra que ninguém está preocupado com o pobre, com o trabalhador. Não querem que a gente tenha acesso a oportunidades. Não vamos aceitar este tipo de coisa e muito menos ficar calados”, disse Suziane Vieira, vendedora.


“A mobilização de estudantes foi importantíssima por compreendermos que estávamos nas ruas defendendo duas pautas: a educação, que representa nosso presente, e a previdência, que representa nosso futuro”, disse Raiane Carvalho, estudante de engenharia civil do Instituto Federal de Sergipe (IFS).


"A greve do dia 14 de junho (bem como as duas anteriores) veio para destacar e concretizar a força da união entre estudantes e trabalhadores que, infelizmente, tiveram de se reunir mais uma vez em meio a um cenário de perda de direitos e precarização da vida dos mais pobres", Polyanna Aparecida Fernandes Bispo, estudante de Redes de Computadores do IFS e presidente do Grêmio Estudantil Herbert de Souza.


Brasileiros e brasileiras seguem em alerta para ocupar as ruas mais uma vez, se necessário.


Ponto


Para os servidores do Instituto Federal de Sergipe (IFS) que precisam justificar o ponto, o ofício enviado à reitoria está disponível aqui.


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